Telmário protesta pela energia cara de RR

 

Plenário do Senado durante sessão não deliberativa. Em discurso, à tribuna, senador Telmário Mota (PDT-RR). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

“É absurdo o custo da energia em Roraima. A causa é a irresponsabilidade dos governos e a corrupção que impede a solução do problema das termelétricas”. Assim se pronunciou o Senador Telmário Mota (PTB-RR) em protesto pelo alto custo e um aumento abusivo de mais 35% sobre as tarifas de energia elétrica no seu Estado. Ele atribui a responsabilidade disso pela falta de providências do governo do Estado e do governo Federal, pela retirada do orçamento da União, da Conta de Desenvolvimento Energético que subsidiava a energia gerada pelas termelétricas com de R$ 9 bilhões.

Ele lembrou que tudo começou com a atitude do relator do orçamento em 2015, senador Romero Jucá que tirou o dinheiro da energia de Roraima para jogá-lo inexplicavelmente em rubricas do Fundo Partidário, Emendas Parlamentares e Pagamentos do Déficit Primário. “Sem os subsídios, o povo do meu Estado passou a pagar a conta integral das geradoras termelétricas, que produzem energia de péssima qualidade, e apagões intermináveis que causam sérios prejuízos ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida. E o absurdo está no custo de tudo isso, pois pagamos em Roraima o megawatt/hora a R$ 931,38 sendo que o preço médio nacional é de R$ 409,95 e agora ainda anunciam aumento de 35% nas tarifas e a população mais pobre não tem como pagar as futuras contas”, protestou o Senador.

Defensor ferrenho da necessidade estratégica e econômica da interligação de Roraima ao sistema nacional, lutando pela continuidade das obras do linhão de Tucuruí, Telmário obteve o aval da ex-presidente Dilma, que segundo ele, em apenas 15 dias fez o Ibama e a Funai, autorizarem a continuidade das obras paralisadas. “Mas lamentavelmente, depois que o Presidente Temer assumiu, essas autorizações sumiram. E pior, a Governadora, fraca, deixou fechar a CERR, que era a companhia energética do Estado, o que piorou ainda mais a situação, pois hoje a Boa Vista Energia que cuidava só da capital, agora cuida de todo o Estado de Roraima. A CERR cuidava da energia das comunidades indígenas e ribeirinhas, praticamente de graça. Aquelas pessoas não dispõem de recursos”, revelou.  

O Senador finalizou registrando a sua indignação com os políticos corruptos de Roraima, que trabalham contra a interligação do sistema energético para beneficiar as termelétricas. E cobrou do Presidente Temer atenção e providências urgentes para a solução do problema.

Jair de Farias

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