Telmário Mota aponta falta de recursos para a área da saúde em Roraima

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

O Senador Telmário Mota denunciou ao ministro da saúde, Ricardo Barros, que esteve na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, nesta quarta-feira, os graves problemas atualmente enfrentados na área da saúde pública do  Estado. E, ao mesmo tempo, criticou a falta de atenção do governo federal para a situação. “Muitos desses problemas da falta de atendimentos que tem acarretado mortes poderiam ser evitados se houvesse mais responsabilidade do governo federal, principalmente nas liberações dos repasses de recursos de programas do Ministério da Saúde e das emendas da bancada federal que ainda não saíram este ano”.                                                                  

Telmário cobrou a liberação de recursos de uma emenda impositiva, da bancada federal de Roraima, de R$ 225 milhões que contemplava o DNIT e a área de saúde que foi contingenciada e ficou em R$ 118 milhões. E revelou que a bancada decidiu, com o seu voto contrário, destinar R$ 81 milhões para o DNIT e apenas R$ 36 milhões para a saúde. E o governo liberou R$ 47 milhões para o DNIT e nada saiu até hoje para a saúde. “Queria que o senhor explicasse porquê a preferência do governo pelo DNIT em detrimento da área da saúde?” perguntou o Senador ao Ministro. Ricardo Barros não soube responder

Por outro lado, o governo se comprometeu a enviar uma ambulância e uma van para cada município do Estado (15 cidades) e cinco deles ficaram de fora, Alto Alegre, Caroébe, Caracaraí, Iracema e Mucajaí. Questionado por Telmário, o ministro Ricardo Barros concordou em acolher um ofício do Senador sobre pedido de providências para que as cinco ambulâncias e as vans sejam entregues às comunidades daquelas cidades. O ofício sugerido pelo Senador ao Ministro, foi encaminhado do Senado para o Ministério na manhã da quinta-feira 03/08.

Para o Senador, “as consequências diretas de tudo isso são as mortes nas comunidades indígenas e recentemente o registro de 18 óbitos de pacientes no HGR de Boa Vista em um quadro crítico de surto de viroses da chicungunha, zica e dengue. Além da superlotação das unidades de saúde, nas quais 40% dos pacientes são venezuelanos”, afirmou Telmário

 

SAÚDE INDÍGENA

O senador Telmário tem pedido mais atenção da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde que controla os dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas do Estado, o DSEI Yanomami e o DSEI Leste, onde há dificuldades nos atendimentos. O parlamentar lembra ter sido o único político que colocou R$ 3 milhões em emendas para laboratórios, equipamentos, materiais e ambulâncias para o DSEI Yanomami, área, onde inclusive ninguém vota.

Telmário questionou o ministro da saúde, que tem dito que o DSEI Leste que atende 18 mil indígenas votantes gasta muito dinheiro com poucos resultados. “O senhor tem dito sempre que é muito dinheiro para essa área, e pouco resultado. Eu concordo plenamente. As grandes despesas desses distritos estão na logística. Uma picape para o DSEI Leste – são mais de 70 carros – é alugada por R$ 15 mil/mês, quando a média no mercado é de R$ 8 mil. Então, tem alguém levando vantagem nisso”, revelou o Senador.

E tem mais, insistiu o Senador, “Os aluguéis de aviões por horas de vôo, também não são monitorados pelo governo, porquê? Se diminuir esse monte de dinheiro jogado na logística, nós vamos ter resultado especificamente para a saúde. Mas o controle financeiro disso está nas mãos dos políticos do mal que no meu Estado estão em todo canto. São essas laranjas podres que estragam o bom trabalho”, concluiu Telmário.

Em resposta ao senador Telmário, o ministro Ricardo Barros concordou sobre os gastos excessivos reconhecendo, o que chamou de “ineficiências na gestão”.

Por Jair de Farias

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