Telmário entra na justiça contra o aumento da energia em RR

Senador Telmário e diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino

Senador Telmário e diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino

O senador Telmário Mota entrou com uma ação na Justiça Federal de Roraima para suspender os reajustes nas tarifas da Boa Vista Energia, concedidos pela ANEEL desde 1º de novembro – da ordem de 35,09% para as conexões em alta tensão – empresas industriais –  e 35,30% para as conexões residenciais. A mesma ação pede ainda que nenhum outro aumento seja autorizado àquela companhia até a realização da licitação da distribuidora, prevista para o primeiro trimestre de 2018.

Telmário esteve na ANEEL, na quarta 08, para pedir explicações sobre o aumento e foi informado de que a Boa Vista Energia queria um reajuste médio de 54,76%, mas a agência, no exame das planilhas apresentadas, só concedeu o aumento médio de 35,26%.

Em Roraima o custo da energia é de R$ 931,38 o megawatt/hora enquanto a média nacional é de R$ 409,95. O Senador lembrou que tudo começou pela fraqueza da governadora do Estado que permitiu o fechamento da CERR, a Companhia Energética do Estado, e porque o relator do orçamento em 2015, senador Romero Jucá retirou da Conta de Desenvolvimento Energético os R$ 9 bilhões que subsidiavam a energia gerada pelas termelétricas de Roraima para jogá-los, inexplicavelmente, em rubricas do Fundo Partidário, Emendas Parlamentares e Pagamentos do Déficit Primário.

“Sem os subsídios, o povo do meu Estado passou a pagar a conta integral das geradoras termelétricas, que produzem energia de péssima qualidade, e apagões intermináveis que causam sérios prejuízos ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida, além do que as pessoas das comunidades indígenas e das ribeirinhas, as populações mais pobres não conseguem pagar a energia. Isso é um absurdo e as causas estão na irresponsabilidade dos governos e nos políticos corruptos de Roraima, que trabalham contra a interligação do sistema energético para beneficiar as termelétricas”, denunciou o Senador.

Por Jair de Farias

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