Telmário elogia ação da Justiça Federal em Roraima

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O senador Telmário Mota elogiou da tribuna, as ações da operação “Anel de Giges” da Polícia Federal em Boa Vista, no cumprimento de mandados de busca, apreensão e condução coercitiva, expedidos pela juíza federal da 4ª Vara de Roraima, Ana Emília Rodrigues Aires em inquérito que investiga atos de corrupção no Estado, suspeitos de desvios de R$ 32 milhões de dinheiro público.

Foram alvos da operação em Boa Vista, o ex-deputado Rodrigo Jucá e sua irmã Marina Jucá, além de Ana Paula e Luciana Surita, cujo marido foi preso em flagrante por posse ilícita de um fuzil de caça 7,62 e uma pistola 45, sem registros e muita munição. Todos eles foram ouvidos e indiciados por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo o Senador, “A quadrilha de Boa Vista era invisível – como o anel da obra “República” de Platão, que fazia invisíveis os malfeitores que o usavam – apenas para as autoridades policiais, porque em Roraima todos nós sempre soubemos quem são, como enriqueceram sem trabalhar e como desviaram o dinheiro, que nunca chegou para a educação de nossas crianças, para a saúde, para o transporte do trabalhador, nem para a segurança”.  

E lembrou que o Senador, a quem rotulou de “Patriarca da Quadrilha”, responde a 14 inquéritos no STF por corrupção de toda ordem na Operação Lava Jato, tais como venda de projetos de lei, de medidas provisórias, pareceres, oitivas em CPIs e propinas na intermediação de contratos.

O Senador do PTB-RR comentou o comportamento deplorável do “Patriarca” ao defender seus familiares, ferindo a honorabilidade da juíza, ao rotular sua decisão como agressão a ele e à sua família em um ato de retaliação, acusando-a ainda de estar respondendo processo no CNJ por abuso de autoridade

E questionou: Por qual motivo uma juíza de Direito, concursada, competente, com estabilidade no emprego, iria perder tempo com retaliações e intrigas? Mas que ele esqueceu de dizer que foi o próprio filho dele, acusado de surrupiar dinheiro público, quem representou contra a Juíza. Ou seja, o malfeitor, inconformado com a Justiça, quer punir a Justiça”.

Telmário lembrou de um episódio extremamente desagradável protagonizado pelo “Patriarca” contra uma juíza eleitoral do Estado: “Percebe-se que ele está tomando gosto pelo desrespeito às mulheres juízas. Na eleição de 2014 ele discutiu e desrespeitou a juíza Patrícia Oliveira dos Reis, em uma das seções eleitorais do Município de Mucajaí. Como podemos perceber esse senador fica muito brabo com as mulheres valentes que não aceitam seus desmandos. ”

Na conclusão do seu pronunciamento, Telmário observou que: “A Primeira Instância da Justiça Federal em todo o Brasil vem se transformando em objeto da ira dos políticos que se envolvem na prática criminosa de desvio de dinheiro público. Juízes e juízas que têm coragem de decidir contra os interesses dessas quadrilhas são acusados, achincalhados, ameaçados, denunciados por parte da imprensa, são alvos desses criminosos que se julgam acima da lei. Felizmente alguns juízes federais, Sérgio Moro em Curitiba, Vallisney Oliveira, Brasília, Marcelo Brettas, Rio de Janeiro, e agora essa jovem magistrada Ana Emília Aires – têm tomado decisões corajosas que podem sinalizar uma mudança nesse quadro de impunidade a que se acostumaram esses políticos”. Concluiu.

Jornalista Jair de Farias

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