Substituição de Combustíveis

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Diante do crescimento acelerado da frota de veículos automotivos no Brasil (segundo a CNT, de 32 milhões de veículos em 2001 para 93 milhões em 2016), o Senador Telmário Mota concluiu que, “Já é hora de repensarmos sobre os prejuízos dos combustíveis fósseis e a necessidade de estimular o uso de veículos movidos à eletricidade e biocombustíveis, menos poluentes, principalmente porque o Brasil possui uma produção de eletricidade relativamente limpa que poderá contribuir para uma vantajosa preservação ambiental.”                                  

Esta constatação do Senador, resultou na apresentação, na terça 21, de um projeto (PLS 454/2017) que estabelece prazos para que o país se livre gradativamente da fabricação de motores à combustão, até o ano 2060. A proibição não se aplica aos veículos abastecidos com biocombustíveis. Assim as quotas para a fabricação de veículos com motor à combustão serão da ordem de 90% a partir de 2030, 70% a partir de 2040 e 10% a partir de 2050.

Já em 1993 à Lei nº 8.723 estabeleceu a redução de emissão de poluentes por veículos automotores, exigindo das fábricas de veículos automotores e fábricas de combustíveis fósseis, o uso de tecnologias de redução da emissão de poluentes e os resultados foram positivos. Mas hoje, observa Telmário, “O crescimento da indústria automobilística com motores movidos a combustíveis fósseis – e os números da CNT mostram isso – nos faz raciocinar que o desenvolvimento econômico não pode ser predatório e precisa ser disciplinado para não oferecer riscos à preservação ambiental. Então, a redução gradual da fabricação de veículos movidos a combustíveis fósseis se faz necessária diante do aquecimento global causado pela poluição atmosférica, o que será de grande contribuição à qualidade do ar, redução de doenças, principalmente em crianças e idosos, nos grandes centros urbanos.”                                                              

França e Reino Unido estabeleceram que a partir de 2040 não serão mais fabricados motores a diesel ou gasolina. Na Áustria, essa medida poderá valer já a partir de 2020. A Noruega fixou o prazo até 2025 e a Holanda, até 2030, medidas adotadas em favor da redução de emissão de gases poluentes.

Por Jair de Farias

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