Substituição de Combustíveis

Foto: Ambiente Energia

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Diante do crescimento acelerado da frota de veículos automotivos no Brasil (segundo a CNT, de 32 milhões de veículos em 2001 para 93 milhões em 2016), o Senador Telmário Mota concluiu que, “Já é hora de repensarmos sobre os prejuízos dos combustíveis fósseis e a necessidade de estimular o uso de veículos movidos à eletricidade e biocombustíveis, menos poluentes, principalmente porque o Brasil possui uma produção de eletricidade relativamente limpa que poderá contribuir para uma vantajosa preservação ambiental.”                                  

Esta constatação do Senador, resultou na apresentação do projeto (PLS 454/2017) que estabelece prazos para que o país se livre gradativamente da fabricação de motores à combustão, até o ano 2060. A proibição não se aplica aos veículos abastecidos com biocombustíveis. Assim as quotas para a fabricação de veículos com motor à combustão serão da ordem de 90% a partir de 2030, 70% a partir de 2040 e 10% a partir de 2050.

Já em 1993 à Lei nº 8.723 estabeleceu a redução de emissão de poluentes por veículos automotores, exigindo das fábricas de veículos automotores e fábricas de combustíveis fósseis, o uso de tecnologias de redução da emissão de poluentes e os resultados foram positivos. Mas hoje, observa Telmário, “O crescimento da indústria automobilística com motores movidos a combustíveis fósseis – e os números da CNT mostram isso – nos faz raciocinar que o desenvolvimento econômico não pode ser predatório e precisa ser disciplinado para não oferecer riscos à preservação ambiental. Então, a redução gradual da fabricação de veículos movidos a combustíveis fósseis se faz necessária diante do aquecimento global causado pela poluição atmosférica, o que será de grande contribuição à qualidade do ar, redução de doenças, principalmente em crianças e idosos, nos grandes centros urbanos.”                                                              

França e Reino Unido estabeleceram que a partir de 2040 não serão mais fabricados motores a diesel ou gasolina. Na Áustria, essa medida poderá valer já a partir de 2020. A Noruega fixou o prazo até 2025 e a Holanda, até 2030, medidas adotadas em favor da redução de emissão de gases poluentes.

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